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Observamos com interesse os primeiros planos de adaptação climática em comunidades da periferia em São Paulo. A Vila Joaninha, em Diadema, concluiu em 2025, um dos primeiros planos comunitários de redução de riscos e adaptação climática do Brasil. O plano é como um roteiro, construído pela própria comunidade e parceiros, para enfrentar problemas como drenagem urbana, deslizamentos e outras vulnerabilidade sociais focadas na consciência, organização e pressão por políticas públicas. O processo foi desenvolvido ao longo de 11 meses, contando com a ajuda de mobilizadores, comunitários, técnicos da secretaria de habitação e Desenvolvimento Urbano de Diadema e pesquisadores do centro de estudos da Favela (CEFAVELA).

O engajamento local foi decisivo, sob uma metodologia criada pode inspirar novos planos, já iniciados em 2025. O nível de envolvimento da comunidade foi impressionante atestando um modelo de sucesso no planejamento comunitário para a adaptação climática. Segundo falas de Rosana de Naldi, vice-diretora do CEFAVELA, o plano surge como um instrumento de diálogo com a prefeitura e outros órgãos do poder público na busca por melhorias no território. O plano integra a estratégia nacional “Periferia Sem Risco “, do Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco da Secretaria Nacional de Periferias, ligada ao Ministério das Cidades. Ele representa um passo para consolidar a adaptação climática como política de Estado, com foco em quem mais sente os impactos desta crise.

A “Periferia Sem Risco” é uma estratégia do Governo Federal brasileira que visa a redução de riscos de desastres e o enfrentamento da crise climática em periferias urbanas, especialmente em favelas, através de uma abordagem preventiva e participativa. O programa busca fortalecer a infraestrutura local, o planejamento urbano e a participação social, promovendo o uso de soluções inovadoras e sustentáveis baseadas na natureza, e a criação de Planos Comunitários de Redução de Riscos e Adaptação Climática (PCRA).